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Entrevistas

Perguntas para o artista Gustavo Rosa

Gustavo Rosa já passou por inúmeras fases estilísticas ao longo de sua carreira como artista plástico: desde obras mais racionais e geométricas a figuras mais arredondadas e coloridas, com um toque especial de humor (estilo que ele adota hoje por não querer “levar a vida tão a sério”). Apesar de receber críticas ferrenhas de pessoas que o consideram muito mercadológico, Gustavo não se abate. Além de afirmar que adora fazer obras corporativas, o artista acrescenta que as críticas ajudam-no a evoluir, a aprimorar o seu trabalho. Gustavo Rosa concedeu uma entrevista exclusiva à Editora GRAPPA, a qual foi publicada na 4ª edição da revista FTM (Flap Tur Magazine), da agência de turismo Flap Tur, confeccionada pela própria GRAPPA. Confira alguns trechos dessa conversa:

Como começou o seu gosto pela arte? É verdade que você pintou, aos dois anos de idade, a parede da casa da sua mãe com carvão?

É verdade. Eu peguei um carvão da lareira e desenhei na casa toda. Essa foi a minha primeira obra de arte. E daí começou. Eu sou autodidata, nunca tive professor, nunca tive nenhum artista na família. Eu acredito na vocação. É um dom natural, veio comigo.

Todos dizem que suas obras têm um teor de crítica e humor ao mesmo tempo. Por que utilizar a crítica e o humor?

O Theon Spanuds (que para mim foi um dos maiores críticos do Brasil) dizia que minhas obras tinham uma crítica bem humorada, não no sentido pejorativo, mas no sentido construtivo. O humor faz parte da minha vida como colorido. Quando eu era criança, havia uma casa de doces que eu adorava, e eu sempre escolhia o doce mais colorido, e não o mais saboroso. Eu sempre abracei as cores; elas têm um papel muito importante.

Seu trabalho é bastante diversificado, e talvez até por isso, você recebe muitas críticas. Em sua opinião, por que isso acontece?

Eu brinco e digo que eu fiz sucesso sem “pedir licença” para o mercado. Porque o campo das artes é uma máfia muito grande, e você é obrigado a seguir tendências. Aquele que não está seguindo a tendência do momento é considerado um outside, é mantido fora da programação. E como eu sempre fiz o que queria fazer, independente do mercado ou da vontade de outros, isso talvez tenha irritado essa camada intelectual. Eu tenho uma crítica severa comigo mesmo, com o meu trabalho. Mas eu faço aquilo que me dá prazer, que vem de dentro. A minha pintura é de dentro para fora, e não de fora para dentro, diferente do que acontece normalmente hoje em dia, onde artistas seguem a tendência do mercado para ficarem engajados na programação.

Então as críticas não incomodam você?

De jeito nenhum. Pelo contrário… As críticas já foram piores, e hoje em dia estão mais amenas. Depois que você vence barreiras, os inimigos começam a te respeitar. Eu acho que a crítica maior e melhor vem do meu público, e não dos especialistas.

Quando você percebeu que o seu nome havia virado uma marca?

Acho que foi em Nova Iorque, quando eu fiz a minha grife lá, em 1994. Eu fui muito mais reconhecido lá do que aqui no Brasil. Infelizmente, apesar de eu adorar o meu país de origem, o Brasil tem um defeito: não aguenta o sucesso alheio, como já dizia o Tom Jobim. Fazer sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal. Lá nos Estados Unidos eu expus obras em vários lugares; as pessoas andavam com camisetas estampadas com o meu trabalho. Aqui o pessoal dizia que eu estava me vendendo, que eu era comercial.

O que o motivou a largar toda a estabilidade na carreira publicitária e ir para o mundo das artes?

Na arte eu via a liberdade. E eu amo a liberdade. Mesmo que na publicidade eu pudesse exercer o meu dom, há uma limitação. Quantas vezes eu fiz um layout maravilhoso e o cliente não gostou? Acho até inclusive que uma das razões de eu não ter me casado é para não ter mulher no meu pé, para ter uma certa liberdade mesmo.

E mesmo já tendo feito de tudo, você tem planos para o futuro?

Não. Eu acredito muito na magia das coisas. Como eu já disse, amo a liberdade, e a liberdade para mim é o desconhecido. Se eu souber que em dezembro terei que fazer uma exposição com 15 quadros, e que terei que pintar um determinado tema, acaba-se toda a fantasia. O bacana é não saber o que vai acontecer amanhã.

Para conferir a entrevista na íntegra, acesse o site da GRAPPA.

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Discussão

2 comentários sobre “Perguntas para o artista Gustavo Rosa

  1. voce tem muitos desenhos de gordinhos?
    voce gosta de gordinhos?
    voce mora no brasil?
    quantos anos voce tem?

    Publicado por rafaela | 19/03/2012, 10:43 AM
  2. Gustavo rosa eu sou a manuella eu gosto das suas obras de pintar

    Publicado por manuella | 06/06/2012, 6:13 PM

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